Delegação de Porto (Centro Humanitário)

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Breve Historial

Após inúmeras tentativas, inclusive do Cardeal, Bispo do Porto, a Delegação  foi finalmente criada em 1897 (8 de Abril).

Em 114 anos de existência e ultrapassando alguns momentos mais conturbados, só esteve inactiva por um escasso  período tendo sido reactivada em 1909, igualmente por iniciativa do seu primeiro Presidente, o General Luciano Rego d’ Almeida Cibrão.

A sua inauguração oficial realizou-se apenas em 1915 mais concretamente dezoito anos após a sua fundação. A sessão solene, que decorreu em 21 de Fevereiro, contou com a presença do Presidente Nacional, Almirante Tasso de Figueiredo.

Iniciou a sua actividade numa sala cedida pelo Centro Comercial do Porto. Esteve, ainda, instalada na Travessa da Fábrica, na Rua dos Mártires da Liberdade, na Rua da Boavista e finalmente na Rua Nossa Senhora de Fátima.

Várias personalidades presidiram ao seu destino:

  • Luciano Pego d’ Almeida Cibrão, General
  • Gervásio Pinto Ferreira Leite
  • José Domingues de Oliveira, Dr.
  • António de Almeida Garrett, Dr.
  • Alexandre José Malheiro, Coronel Infantaria
  • António Ferreira Pinto Guimarães Dias, Padre
  • Guilherme Machado Braga, Dr. (Presidente Interino)
  • Luiz de Pina, Prof. Dr.
  • António Ferreira Pinto Guimarães Dias, Padre
  • António de Almeida Garrett, Dr. (Presidente Interino)
  • António José Adriano Rodrigues, Eng. º
  • Vasco Michon de Oliveira Mourão, Dr.
  • Francisco A.S.P. Fernandes Figueira, Major. Dr.(Presidente Interino)
  • José Fernando de  O  Barros Basto, Tem. Cor.
  • António Dias Machado Correia Dinis, Cor.el
  • Manuel Alberto Lopes Saraiva Martins, Cor.el Médico
  • António Manuel de Freitas Gomes, Dr.
  • Maria Otília Gomes da Costa Novais, Drª
  • Joana Salinas Calado do Carmo Vaz, Juíza Desembargadora, Drª

Até 2007, data em que o Estatuto da CVP altera a organização territorial, a Delegação teve a seu cargo diversos Núcleos tais como Alpendorada e Matos, Amarante, Baião, Espinho, Felgueiras, Frazão, Gondomar, Lousada, Maia, Matosinhos-Leça, Paços de Ferreira, Penafiel, Póvoa do Varzim, Santo Tirso, Sobreira, Trofa, Valongo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia e o de Vilela- Paredes.

Em 1912, graças à organização de uma secção de ambulância ficou apta a acorrer a catástrofes, acções de socorro favorecidas posteriormente com a inauguração da auto-maca para transporte de feridos e doentes.

A intervenção do Corpo Activo, do 2º grupo de ambulâncias de saúde, desenrolou-se em diversos acontecimentos desde alterações da ordem pública, em epidemias, em naufrágios, em incêndios, em desastres e no dia a dia no apoio sanitário à população inclusive em romarias e no transporte de doentes e feridos.

Entre as diversas intervenções destaque para as revoltas ocorridas em 1915, em 1917, em Janeiro/ Fevereiro de 1919, em 1921 e na revolução de Fevereiro de 1927. Para além da sua acção nestes acontecimentos políticos, prestou assistência às provas desportivas, às crianças pobres na época balnear e a todo o tipo de catástrofes tais como às epidemias de tifo exantemático ocorrido em Castro Laboreiro e novamente em 1918 na região do Norte. Apoio às vítimas do ciclone de Espinho ocorrido a 21 de Dezembro de 1925 e em que se verificou o desmoronamento de 54 prédios e aos naufrágios, nomeadamente aos dos vapores Veronese, Silurian, Bogor e Orania. De destacar a acção desenvolvida por ocasião da 2ª Guerra Mundial em que colaborou com a sede da CVP em Lisboa, intermediária entre as nações em guerra  ou ocupadas pelos beligerantes, no envio de encomendas, pesquisa de desaparecidos e resolução de questões tendentes a suavizar o sofrimento humano.

 

In Delegação do Porto, vol I – 1894-1930  e vol II – 1931-1943

Arquivo Histórico da CVP